O dia quatro de novembro de 2008 entrou para a história. Os EUA apresentaram a mais significativa mudança na sua trajetória nessas eleições presidenciais. Pela primeira vez, um presidente negro fica à frente da Casa Branca. Essa não é só a mudança de governo, mas sim, uma quebra no preconceito mais arraigado que existe por lá, o racismo.
O 44º gestor da maior potência econômica e militar, o democrata Barack Hussein Obama, com o tema “Yes, we can!”, (Sim, nós podemos!), trouxe aos eleitores americanos o discurso da mudança, com propostas de rompimento com o atual governo. Com isso, ele convenceu seu público, especialmente os jovens. Venceu com 66% dos votos.
Obama derrotou o republicano John McCain em 27 Estados, como Ohio, Virgínia, Pensilvânia, Flórida, Colorado, Vermont, New Hampshire, Illinois, Delaware, Massachusetts, Maryland, Nevada, Connecticut, Maine, Nova Jersey, Michigan, Minnesota, Wisconsin, Nova York e Rhode Island, Iowa e Novo México. Confira o resultado.
No discurso da vitória, em Chicago, por volta das 23h (3h em Brasília), o novo presidente agradeceu todos aqueles que votaram nele dizendo que sua vitória é uma resposta dada por todos que permaneceram nas filas das seções eleitorais para depositarem seus votos. “Estas pessoas acreditaram que desta vez as coisas precisavam ser diferentes, que suas vozes poderiam fazer a diferença. A América mandou uma mensagem para o mundo de que não somos uma coleção de Estados azuis (democratas) ou vermelhos (republicanos). Nós somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América”.
Depois de agradecer o apoio do seu vice-presidente, Joe Biden, da mulher Michelle Obama, das filhas Sasha e Malia e fazer uma homenagem a sua avó que faleceu nesta semana, Obama mostrou o novo rumo do país: "a hora da mudança chegou à América". Confira o discurso completo.
Mesmo com o apoio do senado com 54 cadeiras e líderes mundiais como China, Índia, França, Itália, Marrocos, Paquistão, Irã, Palestina, Inglaterra, Venezuela, Japão, Obama, que assume a presidência no dia 20 de janeiro, tem pela frente a tarefa difícil de mudar os rumos do país. George Bush sai do comando deixando a economia em crise, as tropas americanas no Iraque, os embates contra o Taleban no Afeganistão, a rede terrorista Al Qaeda, a guerra entre israelenses e palestinos, e a perda do prestígio dos EUA no exterior. Além desses problemas, ainda terá que achar soluções para os temas como aborto, aquecimento global, casamento gay , controle de armas, imigração, entre outros, que foram seus projetos base de campanha.
Dos 43 presidentes americanos, 19 foram republicanos e 14 foram democratas. Agora, o primeiro presidente negro tem a chance de fazer uma nova história no país, que com certeza, refletirá no mundo. Obama trouxe a esperança, a sensação de igualdade aos miscigenados eleitores dos Estados Unidos. "Se pessoas ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que o sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta", afirma Obama.
Em 20 anos, o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio foi palco de grandes espetáculos, tanto por parte dos jogadores como das torcidas. Belas jogadas marcaram o gramado e fizeram história em Juiz de Fora. As emoções, no entanto, não estão apenas no gesto da bola rolando, mas também no próprio espetáculo do estádio. Encravado entre os morros da Região Oeste da cidade, ele revela a harmonia de uma obra gigantesca com a própria natureza do local, numa perfeita integração arquitetônica. Tanto é assim que, dependendo do ângulo em que é visto, quase não se percebe a interferência da construção, mas o estádio está lá, como um dos mais importantes cenários da grande paixão dos brasileiros, o futebol.
Inaugurado em 30 de outubro de 1988, o Estádio Regional de Juiz de Fora, como era conhecido na época, teve um custo de aproximadamente Cz$ 29 milhões, o que hoje corresponde a R$ 400.635. Foi uma festa assistida por um público estimado em 50 mil pessoas. No campo, um dos clássicos mais tradicionais de Juiz de Fora, com o Sport vencendo o Tupi por dois a zero. Já no segundo jogo, o Flamengo ganhou do Argentino Juniores por dois a um.
O estádio comporta 35 mil torcedores, que, ao longo desses 20 anos, assistiram a jogos de grandes times, e acompanharam craques como Pelé, que fez uma visita ao local e foi homenageado com o nome no vestiário, além de Taffarel, Roberto Dinamite, Zico, Bebeto e Romário, entre tantos outros jogadores. O Flamengo tem parte importante de sua história escrita nesse gramado. Zico, por exemplo, fez a partida de despedida como jogador do rubro-negro no Municipal, em 2 de dezembro de 1989, vencendo o Fluminense por cinco a zero, pelo Campeonato Brasileiro. Outra partida que marcou o Estádio Mário Helênio foi a presença de 100% dos torcedores no confronto entre Palmeiras e Flamengo, também pelo Campeonato Brasileiro. O time rubro-negro estava prestes a descer para a segunda divisão, quando venceu com o gol de Felipe Melo.
O vigia do estádio, Pedro Paulo Barra, o “Pedrinho”, exerce a função desde a inauguração, e relembra momentos emocionantes, como no caso da visita de Pelé: “Ele veio nos visitar e também deu palestras para os alunos que foram ao estádio. Foi na época do Projeto Bom de bola, bom de escola”. Sobre o jogo de despedida do craque Zico, o relato de Pedro é categórico e emocionado: “Foi belíssimo o segundo gol, foi de falta, da meia-lua, a arquibancada estava lotada, foi uma bela comemoração”. E é com essa mesma emoção que ele não esconde seu orgulho: “O Estádio Municipal é minha segunda casa. Só tenho boas lembranças daqui. O que espero é que as pessoas conservem este lugar, para que as futuras gerações possam se emocionar com os jogos, do mesmo jeito que eu, durante todos esses anos”.
Situado em uma área de 90 mil metros quadrados, no Bairro Dom Orione, o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio tem cinco entradas e oferece 48 banheiros, três bares e estacionamento para 1.200 carros. Os jogadores desfrutam de quatro vestiários e duas quadras de aquecimento. As federações utilizam a sala de arrecadação e os árbitros têm um vestiário exclusivo. O serviço de telefonia tem capacidade de comportar transmissão simultânea de até cem emissoras de rádio, e há cabines exclusivas para as equipes de TV.
Projetado de acordo com as exigências da FIFA, o estádio pode receber, além de competições nacionais, jogos internacionais. No segundo semestre deste ano, o Mário Helênio passou por uma reforma, para dar mais conforto aos torcedores. O prefeito José Eduardo Araújo aguarda do Governo estadual os placares eletrônicos, uma promessa do governador Aécio Neves feita durante recente encontro entre os dois administradores, em Belo Horizonte, e reafirmada agora pelo prefeito eleito Custódio Mattos. A previsão é de que os placares estejam instalados até o final do ano. Outra obra importante é a divisão das arquibancadas para as duas torcidas, garantindo mais segurança para os torcedores.
O próprio prefeito José Eduardo é testemunha ocular do surgimento, da emancipação e dos momentos de grande emoção que o Estádio Mário Helênio proporcionou – e proporciona – aos torcedores de Juiz de Fora e do Brasil. Ele participou dos maiores acontecimentos que marcaram a existência do estádio, como radialista, transmitindo e comentando importantes partidas ali disputadas.
O nome do estádio – “Mário Helênio de Lery Santos” – representa uma homenagem a um dos maiores cronistas esportivos de Juiz de Fora. Jornalista que marcou a história da imprensa na cidade durante muitas décadas, não só nos Diários Associados, como também na PRB-3, a Rádio Sociedade de Juiz de Fora, Mário Helênio foi um incentivador e defensor dos esportes na cidade, além de ser um exemplo de atuação profissional às gerações que o sucederam. Para um grande estádio, um grande nome.
Texto: Luciana Carvalho Edição: Secretaria de Comunicação e Qualidade
Me ajude! Me ajude! Me ajude! Quem escuta esse clamor desesperado logo teria o ímpeto de socorrer. Mas se o contexto fosse outro, um pedido de voto numa eleição, por exemplo, com certeza seu ímpeto seria o de rir, levaria pelo lado do humor. Humor esse que rendeu 2.788 votos ao candidato Antônio Martins, o Tico-Tico e uma cadeira na Câmara Municipal.
Com a nova lei, que proíbe várias ações para a propaganda - mesmo não sendo obedecida, a criatividade para persuadir o eleitor foi o primordial para a decisão dessas eleições. Jingles irreverentes, nomes mais ainda, se não conquistaram seu voto, pelo menos chamaram bastante atenção para agüentar meia hora de pedidos na tv.
Nas ruas a poluição visual é gritante com os cartazes. Eles são colocados muito próximos uns dos outros, e fica realmente difícil guardar o rosto e o número do candidato. É uma mistura de cores, imagens, slogans, onde o eleitor fica perdido.
Perdido mesmo se fica com os santinhos, são tantos distribuídos nas ruas que atrapalham mais ainda a escolher seu candidato. Antigamente os santinhos eram um cartão de visita dos aspirantes aos cargos eletivos, com a imagem, número e até algumas propostas. Hoje, se transformaram em “só para fazer figura”, mesmo que ninguém olhe, pelo menos dá a sensação que sua “figura” está passeando nas ruas, nem que seja sujando-as.
Quem possui dinheiro, faz campanhas esplendorosas, com cartazes belíssimos, santinhos, inúmeros cabos-eleitorais; mas há aqueles que gastaram bem pouco na campanha e utilizaram a criatividade para suprir esta falta de verba. “Eu sou o único candidato que não tem uma faixa escrita, não tenho santinho porque não tenho dinheiro. Tudo que tenho é de ajuda dos amigos que ofereceram. Minha dívida de campanha é de R$250,00 de combustível do meu carro. Através dele que lancei minha candidatura, rodo com ele pelas ruas levando minha música.”, afirma o candidato a vereador, Marcílio do Desinfetante.
“Vote com fé, vote confiante. É o Marcílio do desinfetante”. O jingle criado por ele e seu amigo é o carro chefe da campanha, que roda o centro da cidade no horário de pico. Mas nem toda a fé o ajudou, só com 261 votos, não conseguiu uma vaga na Câmara.
Com cada vez mais candidatos e menos tempo no horário eleitoral gratuito do rádio e da TV, vale tudo para chamar a atenção do eleitor. Desde o feirante que diz que vai investir na saúde “porque de saúde eu entendo, só vendo frutas e verduras, que são alimentos que fazem bem a saúde”, até o candidato sem braços e com uma perna só, cujo slogan é: “O candidato completo”.
De certa forma esse humor que beira o bizarro é uma mostra da democracia, pois demonstra que realmente qualquer um pode se candidatar. E o que para uns é bizarro, para outros é perfeitamente normal, como no caso do candidato Tico-tico. Para Marcilio do Desinfetante, Tico-tico não tem nada de bizarro “ele apenas apela para o lado emocional das pessoas, pedindo a ajuda delas, é a estratégia dele”.
Seja como for fica uma dúvida: Será que pessoas que fazem campanhas bizarras, se eleitas, tem condições reais de exercer o cargo?
Muitos eleitores votam nestes candidatos como uma forma de protesto bem humorado, mas muitas vezes acontece de elas serem eleitas. Aí fica a pergunta: Será mesmo que todos podem ser candidatos a cargos públicos, mesmo os sem nenhum preparo e que não demonstram condições de exercer um cargo de vereador ou até mesmo prefeito?
Bom, enquanto essas perguntas não são respondidas e as candidaturas destes “figuras” continua sendo permitida, resta a nós dar risada e nos divertirmos com eles durante o horário eleitoral. E torcer para que depois de tantos escândalo a política agora não tenha mais abacaxi, “chega de abacaxi, agora é Mamão”, como diz o candidato a vereador que tem esse apelido, Mamão, que não se elegeu.
"Esse é o Prefeito!”. A “Mudança com segurança” venceu. O candidato Custódio Mattos (PSDB), virou o jogo e é o novo prefeito de Juiz de Fora. Com 148.137 votos, o tucano venceu a petista Margarida Salomão que amargou o segundo lugar, com 137.719 votos. Com a disputa acirrada, Custódio levou vantagem, por ter um programa de governo para apresentar, algo que Margarida não possuía. “O Custódio tem um Plano de Governo, coisa que a outra não tinha. Agora é seguir esses 45 itens do Plano, que ele vai começar a trabalhar no dia 2 de janeiro”, afirma Gerson, que comemorava em frente ao comitê do Custódio após a anunciação da vitória do tucano.
Mesmo com o feriado do servidor público, compareceram as urnas, 307.327 eleitores que decidiram qual será a nova cara da administração 2009-2012. A experiência de Custódio, que já foi prefeito, convenceu a população de que ele é o melhor para cidade, que realmente fazia a diferença, já que utilizou essa idéia por toda a campanha. Em coletiva dada em seu comitê após o resultado da sua vitória, Custódio é categórico: “Eu acredito profundamente no que eu estou fazendo, no que eu e o Eduardo (vice-prefeito Eduardo Freitas) e toda essa gente estamos fazendo”.
Com a campanha baseada nas suas 45 propostas de governo, Custódio Mattos ofereceu aos eleitores muito mais que um discurso de renovação, o que Margarida oferecia. Ele soube usar de maneira agressiva, como ele ia mostrar a mudança que a cidade aclamava através de um programa de governo por escrito, o que a pestista não possuía.
“Nós fizemos uma proposta pra Juiz de Fora, uma proposta de união em um momento dificil pra cidade, essa proposta prevalece mais que nunca agora. Tudo o que nós nos comprometemos a fazer foi longamente refletido tanto na equipe técnica quanto com os partidos que me apóiam, e com o governador principalmente”, afirma o novo prefeito.
Em relação ao apoio da Câmara Municipal à sua administração, Custódio alega não ter problemas: “dos 19 vereadores, 14 me apoiaram no segundo turno, dos outros cinco, quatro eu conheço muito bem . São pessoas que estiveram do outro lado, mas pessoas que eu não tenho nenhuma dificuldade de diálogo. O outro, não é que eu tenha, é que não tive a oportunidade ainda. Eu procuro ter diálogo com todos, respeito muito o mandado popular”, afirma.
Custódio afirmou também que cumprirá o que prometeu em sua campanha e trabalhará duramente para continuar a recuperar a cidade como o prefeito José Eduardo Araújo está fazendo. Sua primeira medida será procurar ao atual prefeito para ter acesso as informações da prefeitura, conhecer os projetos que estão em execução. “ O meu primeiro compromisso é dar continuidade aos projetos que estão acontecendo e começar já em seguida procurar o governador pra reativar com eles entendimentos para imediatamente detalhar os projetos que serão iniciados na minha administração”.
Para Margarida, a cidade é dividida ao meio.
O apoio das lideranças nacionais do partido, como o presidente Lula, os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), e do presidente do PT, Ricardo Berzoini, não ajudaram Margarida Salomão a ficar com a cadeira do executivo. O apoio do governador Aécio Neves, foi mais forte e decisivo na eleição na Princesa de Minas.
A pestista em tom emocionado em seu comitê, afirma que o resultado dessa eleição mostra a divisão dos eleitores, “este resultado mostra claramente que temos uma cidade politicamente dividida ao meio. Eu acho que isso é um resultado sem precedentes na história nossa, pelo menos na história recente. Está claro que cidade sabe direitinho quem é da direita, quem é da esquerda”.
Margarida afirma também que ela e sua coligação travaram uma luta muito difícil, onde empolgou toda a cidade. Ela trouxe a população uma mensagem nova, que ao seu ver, que a população queria ouvir, “esse resultado eleitoral também expressa um grande acolhimento da nossa proposta e certamente outras lutas haverão e estaremos prontas para travá-las e a responsabilidade de vencer nessa circunstâncias é a responsabilidade de oferecer a cidade uma resposta muito boa”.
Em relação as ações no segundo turno, a candidata alega que essa não foi uma disputa ganha no discurso e sim uma disputa ganha com outros elementos, onde o poder econômico foi fundamental na campanha de Custódio. A presença do governador Aécio Neves também ajudou, já que ele foi usado como argumento político, como ponte direta a conseguir recursos para os projetos da cidade. Margarida relata que para ela não caberia dúvidas que o elemento determinante foi exatamente essa desigualdade, de um lado existia muito mais recurso financeiro e do outro lado mais recurso político (apoio do Lula a sua campanha).
Na coletiva, Margarida desejou boa sorte ao novo prefeito da cidade, desejando que ele cumpra o que prometeu em sua campanha, “eu desejo ao candidato que venceu , felicidades e desejo que ele consiga enfrentar os desafios da nossa cidade e principalmente que consiga dar resposta ao que essa divisão política expressa no resultado eleitoral”.
Agora que os juizforanos escolheram a “nova cara” da cidade por quatro anos, esperamos que haja o progresso em todos os aspectos. Que possamos “juntos dar as mãos em uma mesma direção”, como diz o jingle do Custódio.
Veja os vídeos da coletiva da Margarida, cedido pelo blog Zona Política:
parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
No vídeo abaixo, Margarida fala aos militantes que acompanharam a apuração no comitê do partido.
A última chance. Difícil analisar quem saiu vencedor. Equilibrado mas com contrapontos intensos. Essa foi a cara do debate promovido pela TV Panorama entre os candidatos Custódio Mattos (PSDB) e Margarida Salomão (PT), a prefeitura de Juiz de Fora.
Um debate sem grandes emoções. Pela primeira vez um momento promovido por uma filiada da Rede Globo em Juiz de Fora, não conta com a participação e disputa do ex-prefeito Carlos Alberto Bejani (salvo primeiro turno dessas eleições). Para aqueles que gostam de uma discussão política e um jogo intenso de palavras, ele fez falta.
Morno. Essa sem dúvida é a melhor palavra para definir o debate. Algumas provocações, ironias, sorrisos falsos e troca de elogios recheados de veneno puderam ser vistos, mas mesmo assim, nada que não fosse rapidamente interrompido pelo direito de réplica ou tréplica da pergunta, ou pela atuação do mediador, enviado especialmente da Esplanada dos Ministérios, em Brasilia, o jornalista Heraldo Pereira.
O alto nível intelectual dos candidatos deu um ar de qualidade nas respostas, além do respeito ao limite de tempo para cada resposta, facilitando o trabalho do mediador.
O candidato tucano não deixava de pescar e rebater as ironias de Margarida, e a todo instante a atacava com o argumento de que ela não possui um programa palpável de governo. Já a candidata petista, tentava tirar o respaldo da alegação de Custódio falando e tentando convencer ao telespectador de que sua palavra vale muito mais do que um simples papel, e segundo ela, as testemunhas de seus compromissos, dão muito mais valor a suas metas se for eleita.
Os dois candidatos ainda tentaram resgatar e conquistar os indecisos. Apoiando os evangélicos, com bancada na Câmara Municipal, donas de casa, mulheres, jovens e pobres, tanto Margarida quanto Custódio abordavam em suas respostas levar suas propostas a realidade de cada classe.
Se a petista era ágil no seu jogo com as palavras e a movimentação de mãos, o tucano em alguns momentos procurava em suas anotações, o norte para suas perguntas (insegurança? Sua mão trêmula era apenas cansaço?). Para reverter esse quadro, o deputado usou de sua experiência, soltando sua grande frase da noite, “tem gente que vem para construir e gente que vem para criticar e destruir”. Logo mais tomou um tapa de dama (?) de Margarida, “eu não estou culpando e criticando o governador Aécio, estou culpando e criticando o senhor (Custódio)”.
O debate foi a representação mais fiel da pesquisa Ibope/TV Panorama, divulgada na última quinta-feira. Empate técnico. O momento é de aguardar o dia 26 de outubro. Segundo turno das eleições municipais 2008. Sem duvida alguma, o resultado será um marco. Ou a volta de Custódio, 10 anos depois a cadeira de prefeito da quarta maior cidade de Minas Gerais, ou então, a eleição da primeira prefeita mulher da história da cidade. A história sendo mais uma vez construída.
Faltando dois dia para o segundo turno, o clima entre entre os eleitores de Juiz de Fora é de apreensão. Os candidatos intensificam campanhas, apelos pelo voto são mais fortes e de certo modo “desesperados”, já que a cadeira do executivo está a espera do novo gestor da cidade. A disputa está tão acirrada, que surgiram denúncias sobre pesquisa de intenção de voto ilegal. Jussara Teixeira Santos foi detida essa semana, no bairro Bela Aurora, enquanto fazia uma possível pesquisa eleitoral, que continha afirmações falsas sobre a candidata do PT, Margarida Salomão (PT).
O advogado Rodrigo Esteves Santos Pires, da coligação “Unidos para mudar”, da candidatura pestista, enviou a ocorrência ao Ministério Público Eleitoral, declarando que a propaganda eleitoral ilícita estaria sendo praticada pela coligação “Mudança com segurança” do candidato Custódio de Mattos (PSDB). O advogado Luís Alberto Santos Pinto respondeu que Jussara agia sem consentimento da coligação. O clima eleitoral está quente e promete “ferver” até domingo.
Depois desse episódio, surgiu o boato de pesquisa manipulada pelo Instituto DataTempo/CP2, que publicou no Jornal O Tempo de quarta-feira, 22, o candidato Custódio em primeiro lugar com 46,38% e Margarida com 39,97% de intenção de voto. Os indecisos ficam em 8,22%, os que anulariam o voto, 4% e os que votariam em branco, 0,99%. A margem de erro é de 4,1% para mais ou para menos e foram entrevistadas 606 pessoas. Se teve manipulação é outra questão a ser investigada. Mesmo o jornal sendo “governado” por Aécio Neves, será que ele teria coragem de modificar o resultado há 4 dias do pleito e colocar seu candidato à frente?? Hummm...refletiremos...
Os debates no primeiro turno estavam cordiais. Agora, perto de se chegar ao comando da Princesa de Minas, críticas, acusações de demagogias aos projetos dos candidatos e ânimos alterados marcam o segundo turno. Além das alfinetadas, a vitrine de aliados também se faz presente. Ganha mais votos quem apresenta mais aliados?
Na reta final, disputa apertada
A pesquisa da TV Panorama divulgada na quinta-feira, 23, mostra a indecisão dos eleitores. Margarida Salomão está com 45%, enquanto Custódio de Mattos, tem 44%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou pra menos e foram entrevistados 602 eleitores. Os indecisos somam 5%, enquanto os votos brancos e nulos ficam em 6%.
A pesquisa é o reflexo da indecisão. Com medo de enfrentar novamente escândalos de mensalões, desvios de dinheiro, o que ocorreram na época em que o prefeito era Carlos Alberto Bejani (sem partido), a população está analisando mais, questionando os projetos e ações do novo gestor da cidade. O feriado do servidor público, comemorado no dia 27, pode causar mudanças na decisão do novo prefeito, já que alguns eleitores devem viajar. A diretora do foro eleitoral, juíza Maria Lúcia Cabral Caruso, afirma: “não é possível fazer estimativas de comparecimento no segundo turno, e nem avaliar o impacto que o feriado pode causar no pleito”. Com isso, os candidatos ficam mais apreensivos na conquista do voto.
Neste domingo, 368 mil e 11 eleitores juizforanos devem ir às urnas para escolher entre a Renovação ou a Experiência. Que seja escolhido omelhor. O novo(a) prefeito(a) deve escutar os juizforanos e concretizar ações, nos próximos quatro anos, para melhoria da qualidade de vida da cidade.
“Viva a Princesa de Minas, viva a bela Juiz de Fora, que caminha na vanguarda, do progresso estrada a fora”!
Atraso. Essa é a nova rotina de vários trabalhadores e estudantes que dependem do transporte interestadual. Com a determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que começou dia 10, onde estabelece que todo embarque e desembarque só ocorrerá no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, as pessoas tiveram todo seu cronograma forçosamente mudado. "Na minha rotina, mudou muita coisa, porque tenho que ir a Petrópolis duas vezes ao mês, e agora gasto mais tempo e dinheiro. Tenho pegar um táxi até a rodoviária, sendo que não consigo ir sozinha de ônibus com minha mala, muito pesada. Paguei mais ou menos uns R$ 20,00 de táxi na ultima vez e ainda tive que esperar em torno de 30 minutos na rodoviária", afirma a secretaria Stephanie Silveira, 22 anos.
Os passageiros que embarcavam na Praça da Estação, Praça Jarbas de Lery, no Bairro São Mateus, e na Avenida Deusdedith Salgado, no Teixeiras, agora terão que ir até a Rodoviária. A ANTT alega que a falta de estrutura e de segurança, os atrasos nas linhas, a dificuldade do motorista em conferir a documentação dos passageiros, além do extravio de bagagem e do fato de colocar os passageiros em situação de risco, já que o motorista é obrigado a abandonar a porta do veículo para colocar as malas no bagageiro foram fatores determinantes para a proibição. O embarque e o desembarque de usuários do transporte rodoviário interestadual foram proibidos em área urbana, desde que a agência reguladora foi criada em 2001.
O Jornal Tribuna de Minas do dia 10 de outubro, afirmou que os itinerários das linhas deverão sofrer mudanças, tendo em vista a diminuição do percurso dentro da cidade. Segundo orientação da GETTRAN, os ônibus deverão passar pela Zona Norte, seguindo até o trevo com a BR-267 e pegando a BR-040 em seguida.
Essa medida acarreta em dois problemas, um é a perda de tempo, onde o passageiro gastará até chegar ao Terminal, o outro é o custo da passagem que ficará mais cara por causa da taxa de embarque que é cobrada nas rodoviárias no valor de R$ 2,90. “Muita gente que estuda a noite e pára na estação vai direto para aula e assim que acaba a aula volta para a Praça da Estação onde pega o ônibus. Agora sendo somente na rodoviária, além de gastar o dinheiro com a passagem pra Três Rios, por exemplo, tem que gastar dinheiro com a passagem do ônibus ou ir de táxi, que fica mais caro que a própria passagem para minha cidade”, afirma a estudante Andressa Lioncio Albuquerque.
Medida atrapalha quem utiliza o transporte
Com a reclamação popular, o vereador eleito e coordenador do Sindicato dos Professores, Roberto Cupolillo (Betão – PT) enviou aos diretores da ANTT, que estavam na cidade de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro, um abaixo-assinado com mais de 500 nomes discordando da determinação e também pedindo a volta dos pontos do centro da cidade. Betão solicitou na terça-feira, dia 21, uma audiência na prefeitura para endossar um ofício que será encaminhado a ANTT para reaver os embarques e desembarques dos passageiros. Em entrevista por telefone a equipe Jornalistas por (In)Formação, Roberto Cupolillo alegou que essa medida prejudica e muito vários trabalhadores e em especial os professores, já que necessitam de viajar para dar aula. “Temos professores que trabalham em Três Rios, Levy Gasparian, Paraíba do Sul e outras cidades e que são prejudicados com essa medida. Tirando o ponto do centro da cidade, o tempo que se gasta de chegar a rodoviária, se colocar em escala de valores, o preço fica maior que a passagem daqui à Três Rios, por exemplo, analisa o vereador. A resolução desse caso, ainda não tem prazo marcado, já que a ANTT espera um ofício do município para anexar ao abaixo-assinado e assim abrir o processo para análise do pedido da volta do embarque e desembarque nos pontos centrais. Agora, o que resta às pessoas que dependem do transporte rodoviário interestadual é esperar. Esperar que a ANTT faça uma nova análise e que libere a utilização além do Terminal Rodoviário.